João Pedro Pais - Caso Perdido
Será que sou um caso perdido e já gasto
Falei demais, ri-me demais
Por vezes não distingo o que é certo do errado
Fui um dos tais, são pecados mortais
Quero que saibas quem eu sou
Não te vou dar tudo o que é meu
Sabes quanto, quanto demorou
Descobre quem sou, faz de mim a tua luta
Dá-me, dá-me tudo o que tens p’ra me dar
Dá-me a tua raiva, dá-me o teu olhar
Faz-me, faz-me tudo o que tens a fazer
Dá-me a tua noite até ao amanhecer
Dá-me, dá-me tudo o que tens p’ra me dar
Dá-me a tua raiva, dá-me o teu olhar
Diz-me, diz-me tudo o que tens a dizer
Não quero ficar esquecido do meu passado
Lutei demais, feri-me demais
Vou percorrendo os trilhos, quando sei que não posso
Tenho sede demais, vi sangue demais
*
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domingo, 30 de março de 2008
O Amor (é como o Mar)
João Pedro Pais - O Amor (é como o mar)
Abri a porta e vi que ninguém está
Só um relógio no seu vagar
Não tem dono, não será capaz
Está condenado a parar
Ao longe um navio
Ancorado no seu porto de abrigo
Nem vento sentiu/está sozinho/fez o seu caminho
O amor é como o mar pode ir e voltar
O amor é como o mar, é um jogo de sorte entre o fraco e o forte
Pode até matar
O amor é como o mar, vem buscar o que lhe foram roubar
Vou gritar, sentir, escrever, mentir, enganar, libertar
Ver ruir, vou querer saber, vou ouvir dizer que o amor é como o mar
*
Abri a porta e vi que ninguém está
Só um relógio no seu vagar
Não tem dono, não será capaz
Está condenado a parar
Ao longe um navio
Ancorado no seu porto de abrigo
Nem vento sentiu/está sozinho/fez o seu caminho
O amor é como o mar pode ir e voltar
O amor é como o mar, é um jogo de sorte entre o fraco e o forte
Pode até matar
O amor é como o mar, vem buscar o que lhe foram roubar
Vou gritar, sentir, escrever, mentir, enganar, libertar
Ver ruir, vou querer saber, vou ouvir dizer que o amor é como o mar
*
Versos Proíbidos
João Pedro Pais - Versos Proibidos
No canto escuro da sala
Murmuravam dois poetas
Fiquei preso à minha alma
Seguindo as conversas
Ouvi Caetano e ouvi Palma
Cantar versos proibidos
Daqueles que noutros tempos
Cantavam só entre amigos
Sobre mim um compasso mais forte
Sei que posso nele naufragar
Quando estiver à beira do fim
Volto a começar
E se a estrada pode ser diferente
Quanto mais depressa quiser chegar
Se tiver que parar de repente
Vou recomeçar
Guardo nas minhas gavetas
Velhos discos de cantigas
De contracapas já negras
De tantas vezes mexidas
Quando tudo nos esmaga
Ficamos compremetidos
Com uma sede danada
Dos tais versos proibidos
*
No canto escuro da sala
Murmuravam dois poetas
Fiquei preso à minha alma
Seguindo as conversas
Ouvi Caetano e ouvi Palma
Cantar versos proibidos
Daqueles que noutros tempos
Cantavam só entre amigos
Sobre mim um compasso mais forte
Sei que posso nele naufragar
Quando estiver à beira do fim
Volto a começar
E se a estrada pode ser diferente
Quanto mais depressa quiser chegar
Se tiver que parar de repente
Vou recomeçar
Guardo nas minhas gavetas
Velhos discos de cantigas
De contracapas já negras
De tantas vezes mexidas
Quando tudo nos esmaga
Ficamos compremetidos
Com uma sede danada
Dos tais versos proibidos
*
Mais que uma vez
João Pedro Pais - Mais que uma Vez
Da próxima vez vou estar atento à tua fisgada
Encruzilhar-me na tua bancada
Ficar num canto e não me mexer
Mais uma vez vou seguir todos os teus caminhos
Fugir fingindo que me vês sorrindo
P’ra te fitar quando eu puder
Quero ser personagem de banda desenhada
Onde me assumo numa cena errada
E em que todos me vão descobrir
Quero ficar um pouco mais dentro do teu casulo
Faoç de conta que sou teu e tu és meu assunto
Onde me entrego e tu te dás a conhecer
Que ninguém vá onde vou
Nunca estás onde estou
Que ninguém fale de quem falou
Nunca digas quem eu sou
Da próxima vez vou querer toda a tua atenção
Vou esperar que me estendas a mão
E que me deixes cair a seguir
Mais que uma vez puseste à prova o teu sexto sentido
Depois dás o dito por não dito
Como eu gostava de te compreender…
Quero ser a solução do teu problema
Participando nesse mesmo esquema
Que só tu sabes entender
Queria ter só um pouco desse teu talento
Tiro as vogais e ponho os acentos
Estou preparado para o que der e vier
*
Da próxima vez vou estar atento à tua fisgada
Encruzilhar-me na tua bancada
Ficar num canto e não me mexer
Mais uma vez vou seguir todos os teus caminhos
Fugir fingindo que me vês sorrindo
P’ra te fitar quando eu puder
Quero ser personagem de banda desenhada
Onde me assumo numa cena errada
E em que todos me vão descobrir
Quero ficar um pouco mais dentro do teu casulo
Faoç de conta que sou teu e tu és meu assunto
Onde me entrego e tu te dás a conhecer
Que ninguém vá onde vou
Nunca estás onde estou
Que ninguém fale de quem falou
Nunca digas quem eu sou
Da próxima vez vou querer toda a tua atenção
Vou esperar que me estendas a mão
E que me deixes cair a seguir
Mais que uma vez puseste à prova o teu sexto sentido
Depois dás o dito por não dito
Como eu gostava de te compreender…
Quero ser a solução do teu problema
Participando nesse mesmo esquema
Que só tu sabes entender
Queria ter só um pouco desse teu talento
Tiro as vogais e ponho os acentos
Estou preparado para o que der e vier
*
Será
João Pedro Pais - Será
Hoje acordei quase no fim
Se o sonhei não percebi
Sinto-me perto mais perto tão perto
Sinto-me bem aqui
Será que os dias são todos iguais?
E os loucos por vezes às vezes não falam demais?
Será que um dia quis ser maior
Prevalecer, renascer, pensar ser outra vez
Se a tua voz me chamar, eu estou
Se a lua me guiar, eu vou
Se o teu silêncio me tocar, eu sou parte de ti
Será que um dia eu vou atravessar o deserto e por lá ficar
Rasgar o tecto do mundo, azul, da cor do mar
E voar, voar, voar e não mais voltar
*
Hoje acordei quase no fim
Se o sonhei não percebi
Sinto-me perto mais perto tão perto
Sinto-me bem aqui
Será que os dias são todos iguais?
E os loucos por vezes às vezes não falam demais?
Será que um dia quis ser maior
Prevalecer, renascer, pensar ser outra vez
Se a tua voz me chamar, eu estou
Se a lua me guiar, eu vou
Se o teu silêncio me tocar, eu sou parte de ti
Será que um dia eu vou atravessar o deserto e por lá ficar
Rasgar o tecto do mundo, azul, da cor do mar
E voar, voar, voar e não mais voltar
*
Segue
João Pedro Pais - Segue
Falaste no escuro, alguém te escutou
Deste um grito mudo, ninguém se mostrou
Entraste no jogo mesmo a perder
Seguiste um novo rumo, p’ro caso de não te conheceres
Vai em frente
Não fiques mais atrás
Segue a tua mente
Tu és capaz
Ouve um viajante que te resguardou
Dum beco sem saída ele te levou
Cai a neblina teu vulto esconder
Longe do ruído vais aparecer
*
Falaste no escuro, alguém te escutou
Deste um grito mudo, ninguém se mostrou
Entraste no jogo mesmo a perder
Seguiste um novo rumo, p’ro caso de não te conheceres
Vai em frente
Não fiques mais atrás
Segue a tua mente
Tu és capaz
Ouve um viajante que te resguardou
Dum beco sem saída ele te levou
Cai a neblina teu vulto esconder
Longe do ruído vais aparecer
*
Noite
João Pedro Pais - Noite
Se adormeceres os teus livros vão ficar por ler
E se beberes os sentidos vais perder
E se a noite pode ser longa e não mais acordares
Se o ontem esteve mais perto não o soubeste agradar/saudar
Se caíres a saltar, ninguém te vai levantar
Esconder-te num templo puro para depois te mostrar
Erguer a espada no ar, furar-te o corpo, ver-te sangrar
Tentar dizer as palavras sem nunca as imaginar
Quando acordares de quase nada irás lembrar
O sonho fez-se à estrada na berma vai morar
*
Se adormeceres os teus livros vão ficar por ler
E se beberes os sentidos vais perder
E se a noite pode ser longa e não mais acordares
Se o ontem esteve mais perto não o soubeste agradar/saudar
Se caíres a saltar, ninguém te vai levantar
Esconder-te num templo puro para depois te mostrar
Erguer a espada no ar, furar-te o corpo, ver-te sangrar
Tentar dizer as palavras sem nunca as imaginar
Quando acordares de quase nada irás lembrar
O sonho fez-se à estrada na berma vai morar
*
Espera por Mim
João Pedro Pais - Espera por Mim
Deitaste tudo a perder
Jogaste o teu melhor ser
Fugiste sem rasto deixar
Andaste sem te encontrar
Ficaste sem querer voltar
Fingiste amar sem gostar
Em cada lugar vou soletrar espera por mim
Ditaste as leis da razão
Molhaste as pedras do chão
Sentiste podias mudar
Choraste só por chorar
Viste alguém tocar
Num tempo que não era o teu
Escritos no ar por desvendar, espera por mim
Que eu vou
*
Deitaste tudo a perder
Jogaste o teu melhor ser
Fugiste sem rasto deixar
Andaste sem te encontrar
Ficaste sem querer voltar
Fingiste amar sem gostar
Em cada lugar vou soletrar espera por mim
Ditaste as leis da razão
Molhaste as pedras do chão
Sentiste podias mudar
Choraste só por chorar
Viste alguém tocar
Num tempo que não era o teu
Escritos no ar por desvendar, espera por mim
Que eu vou
*
Quando
João Pedro Pais - Quando
Quando um homem chora é porque apagou
Uma vela branca que se transformou
Quando um homem grita silêncio adiou
A tristeza aflita que de mim voou
Se pudesse ser mais um ao luar
Se soubesse que na rua te ia ver dançar
Ia então dar-te a mão, deixar-me embalar
Quando um homem erra é porque ousou
Transformar a guerra num rasto de pó
Quando uma criança ao peito juntou
Um abraço imenso que tudo mudou
*
Quando um homem chora é porque apagou
Uma vela branca que se transformou
Quando um homem grita silêncio adiou
A tristeza aflita que de mim voou
Se pudesse ser mais um ao luar
Se soubesse que na rua te ia ver dançar
Ia então dar-te a mão, deixar-me embalar
Quando um homem erra é porque ousou
Transformar a guerra num rasto de pó
Quando uma criança ao peito juntou
Um abraço imenso que tudo mudou
*
Hoje
João Pedro Pais - Hoje
Leva-me ao purgatório
Ensina-me o mais fácil
Cuidado, pecado
Sim o mais fácil
Julga-me até à exaustão
Faz-me de morto ou vivo
Longe, corre, hoje, foge, p’ra longe, vive, morre
Repete de novo
Fala-me devagar
Não me lamento
Eu aguento, o juízo final
Se ouvires a multidão
Estão fracos, os fortes e os podres da nação
*
Leva-me ao purgatório
Ensina-me o mais fácil
Cuidado, pecado
Sim o mais fácil
Julga-me até à exaustão
Faz-me de morto ou vivo
Longe, corre, hoje, foge, p’ra longe, vive, morre
Repete de novo
Fala-me devagar
Não me lamento
Eu aguento, o juízo final
Se ouvires a multidão
Estão fracos, os fortes e os podres da nação
*
Amanhã
João Pedro Pais - Amanhã
Leva de volta o que não me interessa saber
Gostava de ter o que ainda me resta perder
Feliz se puder, posso até pedir licença
Vício de mulher no auge da inocência
Leva-me ao alto da tua montanha para ver
Acender o lume, ver o resto da lenha a arder
Falas por sinais mas pareces tão distante
Não somos iguais promessas de amor errante
Se o amanhã diferente for, tu voltarás tanto melhor
Noutro lugar ficar atento, ver-te abraçar o teu momento
Ergue bandeiras e goza o novo dia a nascer
Solta as amarras aconteça o que acontecer
Olhas para trás, no teu rosto uma lágrima
Rasgo tão fugaz foi o virar de uma página
Se o amanhã diferente for
Tu voltarás tanto melhor
*
Leva de volta o que não me interessa saber
Gostava de ter o que ainda me resta perder
Feliz se puder, posso até pedir licença
Vício de mulher no auge da inocência
Leva-me ao alto da tua montanha para ver
Acender o lume, ver o resto da lenha a arder
Falas por sinais mas pareces tão distante
Não somos iguais promessas de amor errante
Se o amanhã diferente for, tu voltarás tanto melhor
Noutro lugar ficar atento, ver-te abraçar o teu momento
Ergue bandeiras e goza o novo dia a nascer
Solta as amarras aconteça o que acontecer
Olhas para trás, no teu rosto uma lágrima
Rasgo tão fugaz foi o virar de uma página
Se o amanhã diferente for
Tu voltarás tanto melhor
*
Um Resto de Tudo
João Pedro Pais - Um Resto de Tudo
Desce pela avenida a lua nua
Divagando à sorte, dormita nas ruas
Faz-se de esquecida, tão minha e tua
Deixando um rasto, que nos apazigua
Sou um ser que odeias mas que gostas de amar
Como um barco perdido à deriva no mar
A vida que levas de novo outra vez
O mundo que gira sempre a teus pés
Sou a palavra amiga que gostas de ouvir
A sombra esquecida que te viu partir
A noite vadia que queres conhecer
Sou mais um dos homens que te nega e dá prazer
A voz da tua alma que te faz levitar
O átrio da escada para tu te sentares
Sou as cartas rasgadas que tu não lês
A tua verdade, mostrando quem és
Entra pela vitrina surrealista
Faz malabarismo a ilusionista
Ilumina o céu que nos devora
Já se sente o frio, está na hora de irmos embora
Um resto de tudo que possa existir
Mostrando quem és, um resto do mundo
Desce pela avenida a lua nua
Divagando à sorte, dormita nas ruas
Faz-se de esquecida, tão minha e tua
Deixando um rasto, que nos apazigua
Sou um ser que odeias mas que gostas de amar
Como um barco perdido à deriva no mar
A vida que levas de novo outra vez
O mundo que gira sempre a teus pés
Sou a palavra amiga que gostas de ouvir
A sombra esquecida que te viu partir
A noite vadia que queres conhecer
Sou mais um dos homens que te nega e dá prazer
A voz da tua alma que te faz levitar
O átrio da escada para tu te sentares
Sou as cartas rasgadas que tu não lês
A tua verdade, mostrando quem és
Entra pela vitrina surrealista
Faz malabarismo a ilusionista
Ilumina o céu que nos devora
Já se sente o frio, está na hora de irmos embora
Um resto de tudo que possa existir
Mostrando quem és, um resto do mundo
Os Corpos
João Pedro Pais - Os Corpos
Dancei valsas e fandangos
Fingi os enganos sem os poder calar
Já vi poetas e profetas pregando pelas portas aos fracos de lutar
Roubei todos os planos, snti alguns orgasmos
dei por mim a delirar
Andei por todas as ruas, corri todas as luas sem as assombrar
Sabes quem eu sou, não te posso dar
Todas as paixões, todos os luares, todos os lugares....
Refrão:
São meus, são teus, os corpos lavados em suor
São teus, são meus alguma fantasia e algum pudor
Fui rei, bandido dos bandidos, o mais enfurecido para
te azucrinar
Limpei todo á minha volta, deixei a fúria á solta em cada esquina e lugar
Fiquei em todas as paragens, guardei a tua imagem sem te condenar
Rasguei todo o céu aberto tão longe e tão perto temendo voltar
São meus/ I can get / são teus/ satisfaction
São meus/ são teus/ são meus lavados em suor
são teus/ são meus/ são teus/ algum pudor
Dancei valsas e fandangos
Fingi os enganos sem os poder calar
Já vi poetas e profetas pregando pelas portas aos fracos de lutar
Roubei todos os planos, snti alguns orgasmos
dei por mim a delirar
Andei por todas as ruas, corri todas as luas sem as assombrar
Sabes quem eu sou, não te posso dar
Todas as paixões, todos os luares, todos os lugares....
Refrão:
São meus, são teus, os corpos lavados em suor
São teus, são meus alguma fantasia e algum pudor
Fui rei, bandido dos bandidos, o mais enfurecido para
te azucrinar
Limpei todo á minha volta, deixei a fúria á solta em cada esquina e lugar
Fiquei em todas as paragens, guardei a tua imagem sem te condenar
Rasguei todo o céu aberto tão longe e tão perto temendo voltar
São meus/ I can get / são teus/ satisfaction
São meus/ são teus/ são meus lavados em suor
são teus/ são meus/ são teus/ algum pudor
quinta-feira, 27 de março de 2008
Não Há
Não Há - João Pedro Pais
Já não há mais o vagar,
dos olhares envergonhados,
agora tudo é discreto,
até já esqueces o passado.
Se te pergutarem se estive ausente,
Vão ouvir dizer, que não me vendo, nem me dou a toda a gente.
Refrão:
Não há ninguém como tu, tão diferente,
Não há, ninguém como havia antigamente.
As pessoas que tu vês, no meio das avenidas,
todas procuram assentos, já nem ligam ao dia-a-dia;
os mendigos que se escondem, nas arcadas divididas,
fumando definitivos, deitando contas á vida.
E se alguém notar a tua indiferença,
Diz-lhes que o acaso, é mera coincidência
Refrão (x2)
Ninguém como tu, tão diferente...
Nao há, ninguem como havia, antigamente!
Nao há, nao há, ninguém como tu.
Nao há, não há, ninguém como tu,
Nao há, não há, ninguém tão diferente..
Já não há mais o vagar,
dos olhares envergonhados,
agora tudo é discreto,
até já esqueces o passado.
Se te pergutarem se estive ausente,
Vão ouvir dizer, que não me vendo, nem me dou a toda a gente.
Refrão:
Não há ninguém como tu, tão diferente,
Não há, ninguém como havia antigamente.
As pessoas que tu vês, no meio das avenidas,
todas procuram assentos, já nem ligam ao dia-a-dia;
os mendigos que se escondem, nas arcadas divididas,
fumando definitivos, deitando contas á vida.
E se alguém notar a tua indiferença,
Diz-lhes que o acaso, é mera coincidência
Refrão (x2)
Ninguém como tu, tão diferente...
Nao há, ninguem como havia, antigamente!
Nao há, nao há, ninguém como tu.
Nao há, não há, ninguém como tu,
Nao há, não há, ninguém tão diferente..
Breve
João Pedro Pais - Breve
A janela de um quarto, pura sinfonia
A manhã acordada, na casa vazia
A porta fechada, lá fora corriam
Barulhos estranhos, eram pingos que batiam
Refrão:
Por uma voz só,leve breve tom pode ser maior
Um vulto cinzento de estranho lamento, que a chuva limpou
Entre guitarras, ouve se uivar
Andam lobos a solta, são almas a cantar
No cimo do monte, há raios de luz
Contemplam o mundo, De pelo uma cruz
Refrão
Por uma voz só, Leve breve tom pode ser maior
Um vulto cinzento de estranho lamento que a chuva limpou
A janela de um quarto, pura sinfonia
A manhã acordada, na casa vazia
A porta fechada, lá fora corriam
Barulhos estranhos, eram pingos que batiam
Refrão:
Por uma voz só,leve breve tom pode ser maior
Um vulto cinzento de estranho lamento, que a chuva limpou
Entre guitarras, ouve se uivar
Andam lobos a solta, são almas a cantar
No cimo do monte, há raios de luz
Contemplam o mundo, De pelo uma cruz
Refrão
Por uma voz só, Leve breve tom pode ser maior
Um vulto cinzento de estranho lamento que a chuva limpou
um Pouco de Ti
Um Pouco de Ti - João Pedro Pais
Vivo o silêncio
Desfaz o vento
Espero um momento
Podes saltar
Altiva a voz
Quando estás só
Ficas veloz
Para derrubar
Tudo do principio ao fim
Um pouco de mim
Eu dou
Um pouco de ti
Eu sou
Imaginar
Que houve um lugar
Em que me dou e tu te ds
Pinta um céu
Em tons cinzentos
Poder correr
Em passo lento
Guarda segredo
Do que fizeste
Rejeita o medo
Basta entender
Seguir e não ceder
Um pouco de mim
Eu dou
Um pouco de ti
Eu sou
Adivinhar
Que há um lugar
Em que serei e tu serás
Um pouco de mim
Eu dou
Um pouco de ti
Eu sou
Imaginar
Que houve um lugar
Em que me dou e tu te dás
Poder vibrar
Cair, tocar no fundo
Depois ensaiar
Salto frontal
Enfrentar o mundo
Querer lá estar
Não poder ficar no lugar
Um pouco de mim
Eu dou
Um pouco de ti
Eu sou
Adivinhar
Que há um lugar
Em que serei e tu serás
Um pouco de mim
Eu dou
Um pouco de ti
Eu sou
Imaginar
Que houve um lugar
Em que me dou e tu te dás
Vivo o silêncio
Desfaz o vento
Espero um momento
Podes saltar
Altiva a voz
Quando estás só
Ficas veloz
Para derrubar
Tudo do principio ao fim
Um pouco de mim
Eu dou
Um pouco de ti
Eu sou
Imaginar
Que houve um lugar
Em que me dou e tu te ds
Pinta um céu
Em tons cinzentos
Poder correr
Em passo lento
Guarda segredo
Do que fizeste
Rejeita o medo
Basta entender
Seguir e não ceder
Um pouco de mim
Eu dou
Um pouco de ti
Eu sou
Adivinhar
Que há um lugar
Em que serei e tu serás
Um pouco de mim
Eu dou
Um pouco de ti
Eu sou
Imaginar
Que houve um lugar
Em que me dou e tu te dás
Poder vibrar
Cair, tocar no fundo
Depois ensaiar
Salto frontal
Enfrentar o mundo
Querer lá estar
Não poder ficar no lugar
Um pouco de mim
Eu dou
Um pouco de ti
Eu sou
Adivinhar
Que há um lugar
Em que serei e tu serás
Um pouco de mim
Eu dou
Um pouco de ti
Eu sou
Imaginar
Que houve um lugar
Em que me dou e tu te dás
segunda-feira, 24 de março de 2008
Horas do Tempo
João Pedro Pais - Horas do Tempo
Saí daqui p'ra bem longe
Fugi assim muito longe
Fiz-me à estrada ao amanhecer
À deriva sem nada a perder
Fui embalado ao sabor do vento
Deixei-me ir nas horas do tempo
As memórias ficaram por contar
Das tristezas não quero falar
Será que a culpa foi toda minha
Será que ao fundo termina a linha
O horizonte acaba ali
E a nascente jamais a vi
Sou mais 1 sonhador
Ooohhh
Quiçá 1 trovador
Sou mais 1 sonhador
Ooohhh
Quiçá 1 trovador
Adormeci quase anoitecia
Quando acordei era outro dia
O cansaço tomou conta de mim
O fracasso já nasceu assim
Bellevue
João Pedro Pais - Bellevue
"leve, levemente como quem chama por mim"
Fundido na bruma no nevoeiro sem fim
Uma ideia brilhante cintila no escuro
Um odor a tensão do medo puro
Salto o muro, cuidado com o chão
Vejo onde ponho o pé, iço-me a mão
Encosto ao vidro um anel de brilhantes
É de fancaria a fingir diamantes
Salto a janela com muita atenção
Ponho-me á escuta, bate-me o coração
Sabem que escondo na Bellevue
Ninguém comparece ao meu rende-vous
Porta atrás porta pelo corredor
O foco de luz no ultimo estertor
No espelho um esgar, um sorriso cruel
Atrás da ultima porta a cama de dossel
Salto para cima experimento o colchão
Onde era sangue é só solidão
As minhas maiguinhas lá no jardim
E agora mais ninguém confia em mim
Era só para brincar ao cinema negro
Os corpos no lago eram de gente no desemprego
Norte e Sul
Norte e Sul - João Pedro Pais
Eu sei e tu também
Quem foi, quem jurou, que beijou, quem voltou
Rosa dos ventos a Norte
E a sul já se mudou, tocou
Um passo falso em frente, rodou
Rodou de repente
Andou, até se encontrar a si própria
Olhou, olhou em volta
Onde estás não sei
Se estás bem, pensa em mim que eu também
Sorte de quem te tem
Sou só eu, talvez eu mais ninguém
Partiu, em busca de aventura
Conseguiu, e sentiu a loucura
Voltou, girando em meu redor
Fez para ser a bem querer, foi melhor, tremeu
Quando já nada havia, correu
Enquanto podia
Andou, até se encontrar a si própria
Olhou, olhou em volta
Rosto Amargo
Rosto Amargo - João Pedro Pais
À luz da candeia
À luz da candeia
Velhos a conversar
Falam de tudo
Até ela apagar
Chove intensamente
Começo a sentir
Bate levemente
É pedra a cair
Refrão:2x
Um manto branco, estende-se no chão
Sinto no corpo, a lentidão
O Rosto Amargo faz-nos sofrer
Escolho o caminho, querer é poder
Quando me encontro
Avivo memórias
Gostava de ser
Um contador de histórias
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